Simples Ensaios

Review “Anticristo”

Terminei de assistir o último filme do diretor dinamarques Lars Von Trier e posso fazer duas afirmações com a maior tranquilidade: é o filme mais forte e perturbador que eu já assisti (pelo menos até agora) e que é uma aula de cinema. Vamos à primeira afirmação: o filme é difícil de assistir. O tema é polêmico e a maneira pela qual o diretor (e tbm roteirista) escolhe para nos mostrar os fatos é explícito e sem o menor pudor. A história é um tratado psicanalítico digno de doutorado. São signos e metáforas construindo uma trama que nos remete à inúmeras sensações, muitas delas não tão agradáveis. Admito que não foi fácil o caminho até o final do filme, então aconselho: se não tens estômago, fuja. Agora, se a idéia é encarar as quase duas horas de filme, se prepare para ver um primor direção. Os enquadramentos são lindos, a fotografia é linda, a trilha é genial. Lars Von Trier foi capaz de contar uma história densa, com uma técnica ímpar. Quando começa o “prólogo” em PB, rodando em 60, 120 quadros por segundo, com uma intensidade que vai além da velocidade de captação da câmera, alternando planos abertos com super closes ao som de uma trilha bastante intimista, nossa, é pra ver e rever… Quando retomamos a história, que é dividida em 4 atos, percebemos uma progressão na narrativa contada pela fotografia, pelos movimentos, pelos enquadramentos - é genial! A atuação dos protagonistas também é segura, muito técnica.

Olha, certamente não é um filme que diverte, mas é um filme que ensina. Indico…